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Estação ferroviária de João Pessoa, na Paraíba, operada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)A convite do
Coletivo Desentoca, formado por estudantes de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estive em João Pessoa para participar do
1º Festival Interdisciplinar de Arte, Sociedade e Cultura (FIASCU). Diga-se de passagem, graças a eles, foi a primeira vez em que pus os pés no nordeste brasileiro. Aproveitando, é claro, fui investigar algumas estações ferroviárias perdidas no tempo, citadas na página de Ralph Mennucci Giesbrecht,
Estações Ferroviárias.
As estações em questão foram
Paula Cavalcante,
Cobé e
Sapé.
A ferrovia paraibana começou a ser construída em 1880, com o início das obras da
Estrada de Ferro Conde D´Eu, sendo que, no ano seguinte, foi inaugurado um trecho de 30km ligando a capital João Pessoa a localidade conhecida como Entroncamento, onde existe a estação de Paula Cavalcante. Esse trecho, de acordo com o guia de ferrovias do IBGE, era operado em 1956 pela
Rede Ferroviária do Nordeste.
Na tarde de sexta-feira, dia 30 de setembro, peguei o trem da CBTU em João Pessoa e segui rumo ao município de Santa Rita. Trata-se de um dos raros trens de passageiros que funcionam no Brasil, que apesar dos parcos recursos, transporta diariamente uma média de 8 mil pessoas, com uma tarifa social de 50 centavos. Prova de que a União tem todas as condições de administrar um serviço essencial como o transporte de massa, sem lançar mão do argumento fajuto da privatização (como aconteceu com as linhas de subúrbio no Rio de Janeiro). Fiz um pequeno vídeo durante o percurso.
Ao chegar em Santa Rita, peguei um
alternativo, como são conhecidos os taxis que fazem lotação, que me deixou próximo a ponte sobre o rio Paraíba. A ponte encontra-se interditada, devido a avarias em sua estrutura, provocadas por uma enchente. A travessia atualmente se faz de bote.
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Chegando do outro lado do rio, já no município de Cruz do Espírito Santo, fui de moto-táxi em busca das estações abandonadas, seguindo por uma rodovia completamente esburacada. Atravessamos uma outra ponte, essa ferroviária, também sobre o rio Paraíba. O trecho está desativado há anos mas, surpreendentemente, ainda existem trilhos e até brita.
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Eis as estações:
- Paula Cavalcante km184,0A estação se localiza no entrocamento entre os ramais
Recife,(PE)/Nova Cruz(RN) e
Paula Cavalcante/Cabedelo, ambos da extinta
Rede Ferroviária do Nordeste. No guia do IBGE consta como
Paula Cavalcante mas no dístico da estação lê-se
Paula Cavalcanti. Encontra-se abandonada. Seu pátio ainda mantém os desvios, cobertos de vegetação.
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- Cobé km186,0Da estação, localizada numa pequena vila, tudo que sobrou foi a plataforma, escondida pelo mato, e o banheiro. Mas os trilhos continuam lá.
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- Sapé km199,0Em Sapé também existem trilhos, porém nada mais existe da estação, nem rastro, só os moradores conseguem indicar o local, que fica no centro do município, no meio de uma avenida.
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