Eu sou Carlos Latuff, cartunista e fã ferroviário. O propósito desta página é compartilhar com os internautas uma seleção das melhores imagens produzidas durante minhas expedições ferroviárias. Os registros aqui publicados podem ser reproduzidos pelos interessados, com tanto que para fins não-comerciais de informação, citando a fonte (por gentileza). Sou também colaborador do sítio www.estacoesferroviarias.com.br, de autoria do pesquisador Ralph Mennucci Giesbrecht, a página mais completa da Internet sobre estações ferroviárias brasileiras.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ontem e hoje: Engenho Novo (RJ)

Uma das minhas fontes favoritas de pesquisa de fotos ferroviárias antigas é a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, editada pelo IBGE. Na foto, a edição que possuo, datada de 28 de janeiro de 1958. É do site da própria instituição que extraí a definição dessa obra.

A coleção Enciclopédia dos Municípios Brasileiros foi editada pelo IBGE entre 1957 e 1964, objetivando uma sistematização das informações estatísticas e geocientíficas do território brasileiro, priorizando o município, mas oferecendo também informações sobre as grandes regiões brasileiras, tanto no que tangia aos aspectos físicos (relevo, clima, vegetação, hidrografia), quanto nas características demográficas e socioeconômicas. Devido à abrangência de informações atualizadas para os 2.500 municípios distribuídos por cinco regiões brasileiras, num período em que a comunicação entre o Rio de Janeiro e áreas remotas do país era ainda precária, a obra foi considerada um dos mais complexos trabalhos de pesquisa do IBGE nas décadas de 50/60.

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E dessa edição trago uma fotografia das linhas de trem do subúrbio carioca do Engenho Novo, acompanhada de sua legenda original.

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Rio de Janeiro - Distrito Federal (Foto C.N.G. 3998 - T.J.)

As comunicações ferroviárias do Rio de Janeiro com o interior se estabeleceram entre morros e colinas da faixa de território situada ao norte do maciço da Tijuca. As ferrovias, mais ou menos acompanhadas no seu traçado pelas linhas de bonde, servem também ao tráfego urbano e suburbano da chamada "Zona Norte". Nesta fotografia vê-se a linha eletrificada da Central no Engenho Novo, ao vencer um colo entre as colinas de Jacarèzinho, à direita e as do Lins, ocultas pelo casario do Engenho Novo à esquerda. O relêvo mais importante nos fundos é um prolongamento do maciço da Tijuca. Note-se a Rua Vinte e Quatro de Maio, trecho da longa via de acesso aos subúrbios, tôda retorcida, adaptada às encostas do Morro do Engenho Novo e às encostas das colinas do Lins de Vasconcelos. (Com. P.P.G.)


E aqui o mesmo local nos dias de hoje, em foto tirada por mim em 23 de dezembro de 2008.

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Mais adiante, um pontilhão, com as iniciais da Estrada de Ferro Central do Brasil, datado de 1921.

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sábado, 27 de dezembro de 2008

(Vídeo) Trens de passageiros no Brasil

Helio Suêvo, engenheiro especialista em ferrovias, autor do livro A Formação das Estradas de Ferro no Rio de Janeiro, traça um panorama do transporte ferroviário de passageiros em nosso país.

sábado, 20 de dezembro de 2008

(Vídeo) Auto-de-linha percorre trecho da ferrovia Niterói-Visconde de Itaboraí (RJ)

Na tarde desta quinta-feira, dia 18 de dezembro, estava prevista a saída de um auto-de-linha do bairro Barreto, em Niterói, rumo a São Gonçalo, levando a bordo atores vestidos de mosquitos, como parte da campanha "Semana do Transporte contra Dengue", mas devido a chuva o evento foi cancelado. O auto-de-linha teve de voltar a estação de Niterói, e resolvi seguir com ele, devidamente autorizado pela Coordenadora de Comunicação, Andrea Bedeschi (a qual agradeço pela atenção). O trecho percorrido, mesmo pequeno, mostra bem o estado de conservação da via.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Com a palavra, o leitor

Cassiano Alcantra, arquiteto e morador da cidade de Ribeirão Vermelho (MG), trabalha para a Prefeitura em projetos de recuperação do complexo ferroviário daquela cidade. Ele me escreve contando um pouco sobre a história da ferrovia em Ribeirão Vermelho.

A Companhia Estrada de Ferro Oeste de Minas inaugurou a estação em 1888 com o nome de estação de Lavras, pois era somente um arraial conhecido como Porto Alegre, pertencente aquela cidade. Foi aqui o primeiro ponto navegável do Rio Grande. O porto foi inaugurado 1880, e atraída pela navegação que a ferrovia se instalou no arraial em 1892 e terminada a construção da ponte metálica (que foi levada por uma enchente no ano de seu centenário). Em 1896 é inaugurada a rotunda e as oficinas, com telhas importadas de Marseille na França e sua estrutura de ferro de Glasgow na Escócia. A rotunda é a maior da América Latina e a quarta maior do mundo. A Companhia Estrada de Ferro Oeste de Minas tinha a intenção de fazer daqui o seu centro administrativo, mas isso não aconteceu devido a falência da empresa.

Muito grato pela sua contribuição, Cassiano.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Com a palavra, o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes

Na manhã deste sábado, dia 13 de dezembro, encontrei com o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, na gare da Central do Brasil, por ocasião do lançamento da campanha "Semana do Transporte contra a Dengue". O secretário responde as minhas indagações sobre o estado de abandono da ferrovia Niterói-Visconde de Itaboraí, onde estive em 28 de novembro realizando um ensaio fotográfico (veja aqui).

"Trem fumacê" na estação de São Cristóvão, RJ

Um auto-de-linha equipado com fumigadores de inseticida, conhecido como "trem fumacê", passa pela estação de São Cristóvão (RJ), por volta das 11 da manhã deste sábado, no lançamento da campanha "Semana do Transporte contra Dengue".

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Ô trem ruim, sô!

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Charge que fiz para ilustrar artigo da jornalista Silvana Moura para o jornal da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE). A matéria trata das 1.300 demissões na Companhia Vale do Rio Doce (sendo 20% só em Minas Gerais), mesmo a empresa tendo alcançado nos três trimestres de 2008 um lucro líquido de 19,25 bilhões de reais.