Eu sou Carlos Latuff, cartunista e fã ferroviário. O propósito desta página é compartilhar com os internautas uma seleção das melhores imagens produzidas durante minhas expedições ferroviárias. Os registros aqui publicados podem ser reproduzidos pelos interessados, com tanto que para fins não-comerciais de informação, citando a fonte (por gentileza). Sou também colaborador do sítio www.estacoesferroviarias.com.br, de autoria do pesquisador Ralph Mennucci Giesbrecht, a página mais completa da Internet sobre estações ferroviárias brasileiras.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Expedição ao inferno

Eram quase 7 da manhã do dia 9 de fevereiro quando despertei no quarto de uma pousada em Paraíba do Sul, interior do Estado do Rio de Janeiro. Cheguei na tarde do dia anterior, e logo na rodoviária percebi o calor que faz naquela cidade. Tanto calor que os hotéis cobram mais caro por quartos com ar condicionado. Estava em Paraíba do Sul para investigar o paradeiro de duas estações, Carlos de Niemeier (km 165,5) e Casal (km 159,2), ambas pertencentes a extinta Estrada de Ferro Central do Brasil, e localizadas na zona rural de Vassouras (RJ). A indicação foi de Ralph Giesbrecht do conhecido site Estações Ferroviárias.

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Na pousada onde passei a noite em Paraíba do Sul, conheci o Sr. Wanderley e sua família, que de carro vieram da cidade paranaense de Paranaguá e seguíam rumo ao Ceará. Para animar a longa viagem, trouxeram dezenas de CDs de música evangélica...

A manhã estava nublada, o clima ameno, havia chovido forte durante a noite. Aos poucos o céu foi se abrindo. Tomei café, peguei a mochila, e segui rumo a praça central da cidade onde peguei um ônibus até Andrade Pinto, cuja estação ferroviária localizada no km 170,2 seria o ponto de partida até Carlos de Niemeier e Casal. O caminho mais fácil aquelas localidades seria de trem mesmo e logo logo eu descobriria o quão sacrificado é o acesso a pé. Chegando ao vilarejo de Andrade Pinto por volta das 8 da manhã, fiz algumas fotos da estação e comecei a caminhada pelos trilhos.

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Aspecto atual da estação Andrade Pinto.


Um homem repousa na plataforma.


Casa de turma próximo a estação, servindo atualmente de residência particular. O dístico com a sigla "EFCB" foi mantido.

Ainda era cedo e o sol já se mostrava vigoroso. A ida foi tranquila, estava bem disposto, e percorri os 4 km até Carlos de Niemeier sem grandes esforços. Deu pra perceber que ao redor da estação, ou melhor, de suas ruínas, havia um povoado. O pouco que restou foi engolido pelo mato. Trata-se de mais um lugarejo que morreu devido a erradicação de linhas regulares de trens de passageiros.

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O pouco que restou de Carlos de Niemeier e das construções ao seu redor...


...está encoberto pelo matagal, incluíndo a placa que trazía o nome da estação.


O mato alto dificulta o acesso as ruínas.


A caixa d'água (esquerda) é datada de 24 de agosto de 1966.

Continuei a caminhada. Ao longo da linha, haviam vagões de vários tipos, encostados nos desvios, deixados lá para apodrecer, e muitas ossadas de animais atropelados pelos trens cargueiros que passam velozes por alí. O calor foi aumentando, o sol já batia forte em minhas costas. Passava das 11 horas quando cheguei a Casal. O mesmo cenário de Carlos de Niemeier, só que por detrás do matagal, havíam ruínas mais interessantes de se ver. Descansei um pouco e por volta do meio-dia, fui fazer imagens do lugar. Pra chegar as ruínas, tive de vencer o mato alto cheio de folhas cortantes, galhos com espinhos e me esgueirar por debaixo de arame farpado.

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A plataforma da estação Casal, e uma caixa d'água com a sigla "EFCB", datada de de 08 de maio de 1958.


Ruínas ao redor da plataforma.

Entre os restos daquela cidadela, me surpreendi com uma capelinha abandonada, erguida em 20 de maio de 1956.

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Em seu interior, repleto de teias de aranha e fezes de boi, sobraram duas estatuetas e o altar, onde permanecem apenas tijolos.

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Enquanto deixava a capela, me assustei com latidos vindos de uma fazenda ao longe. Pensei que os cães pudessem me alcançar, daí me apressei em sair dalí. Fiquei sem fôlego, e já de volta aos trilhos fui me abrigar num daqueles vagões abandonados. Tudo em vão. Só depois fui perceber que os cachorros não me pegaríam já que entre eu e a fazenda havia o Rio Paraíba do Sul.

Missão cumprida, agora era hora de partir. Já era 1 da tarde e eu precisava estar de volta a Andrade Pinto até as 4, senão perderia o ônibus de volta a Paraíba do Sul. A água havia acabado, o sol a pino deixava raros espaços de sombra pra descansar. Meu calçado se comportou bem, não me produziu bolhas, mas andar pela brita fazia com que meus pés ficassem cada vez mais doloridos e me forçava a diminuir o passo. A mesma brisa que soprava ar fresco em meu rosto, também bafejava a todo momento o mormaço que vinha dos trilhos, dificultando até a minha respiração. Debaixo daquele sol inclemente, o filtro solar não me livraria da insolação. Pra me proteger das queimaduras, usei uma camisa de mangas compridas e uma pequena toalha debaixo do boné. Depois tive de tirar a camisa e fazer sombra com ela enquanto caminhava. Sentia muita sede e sabia que uma desidratação naquelas condições seria fácil de acontecer. Mais adiante, encontrei um riacho por detrás de uma cerca de arame, com vegetação ao redor e próximo a um escoadouro de onde partíam ruidos de morcegos. Não bebi aquela água mas me banhei nela, o que me deu uma certa sobrevida. Dava pra sentir o calor nas minhas roupas.

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O diminuto fã ferroviário diante da imensidão da paisagem, numa das únicas fotos que consegui tirar na volta para Andrade Pinto. O calor não me dava ânimo pra muita coisa. Se essa foto pudesse transmitir a temperatura ambiente...

De volta aos trilhos, eu corria contra o relógio. Aliás, força de expressão. Não tinha forças para correr. A sede era cada vez maior e eu sabia que não iria aguentar muito tempo sem beber água. No caminho encontrei um córrego a beira da linha e pensei "antes hepatite do que morrer de sede". Bebi o quanto pude, me lavei novamente e enchi o cantil. Continuei a caminhada, mal conseguia erguer a cabeça, o olhar baixo só me permitia ver a monotonia dos dormentes e trilhos. Consegui encontrar um pouco de sombra debaixo de um daqueles vagões abandonados. Tirei as botas, a mochila, o colete, descansei um pouco afinal, mas de olho no relógio. Não podia me extender muito. Além disso, em qualquer lugar que eu parasse haviam formigas que subiam pelas roupas e moscas zumbindo insistentemente ao redor dos ouvidos.

Me recompus e voltei aos trilhos. As passadas eram cada vez mais difíceis, o sol me açoitava e o vento abafado era sufocante. As placas de quilometragem pareciam demorar a aparecer. Já não conseguia pensar direito, tentava a todo custo não desmaiar. Se eu caísse apagado por sobre a linha, seria certamente feito em pedaços pelo trem. Trovejava, nuvens carregadas se formavam ao longe, e isso me preocupava. Se, por um lado, a chuva poderia me trazer algum alívio, por outro, estaria corrrendo sério risco de ser atingido direta ou indiretamente por um raio, devido a grande incidência de descargas atmosféricas no sudeste brasileiro e o perigo de permanecer em descampados e vias férreas durante tempestades elétricas.

O que mais me animava era a possibilidade de beber um refrigerante assim que chegasse a Andrade Pinto. A minha referência era a Ponte da Secretaria por onde passei na ida e que não ficava muito longe da estação de Andrade Pinto. Depois de intermináveis curvas, eis que surge a ponte.

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A Ponte da Secretaria, em foto que tirei ainda pela manhã, na ida para Carlos de Niemeier.

Me senti um pouco aliviado, mas parecia que quanto mais perto eu chegava, mais as forças me escapavam. Com passos arrastados, atravessei a ponte que de tão quente mais parecia uma frigideira. Faltava pouco. Ter visto a estação ao longe foi a visão do paraíso. Os metros restantes foram percorridos com esforço sobre-humano. Um trem cargueiro se aproximava, e eu quase que cambaleando pela linha. O maquinista buzinou mas eu demorei um pouco a sair da via.

Finalmente pus os pés de novo em Andrade Pinto. nos fundos da estação encontrei uma mulher que chamava pelo filho. Implorei a ela água. Ela me trouxe uma garrafa geladinha. Devo ter tomado três ou quatro copos cheios. Depois joguei água pela cabeça para me refrescar. Depois disso, fui a uma birosca e tomei o refrigerante que tanto queria. Sentei no chão da rodoviária. Eu estava um trapo, sem forças para amassar uma folha de papel. O ônibus chegou pontualmente as 4 da tarde e partiu 10 minutos depois. Cheguei a pousada em Paraiba do Sul a tempo de comer alguns salgados, tomar banho, trocar de roupa e tirar um cochilo de 1 hora e meia. Só que acabei perdendo o último ônibus para o Rio de Janeiro, o que me obrigou a fazer 4 horas de baldeação (de Paraiba do Sul até Três Rios, de Três Rios até Posse, de Posse até Itaipava, de Itaipava até a rodoviária de Petrópolis e de lá até o Rio). Era meia-noite e meia quando entrei em minha casa, após uma caminhada de 22 km durante 8 horas, um verdadeiro teste de resistência física e mental.

Foi a aventura mais extenuante que já encarei em todos meus anos de fã ferroviário. E que venham as próximas!
:)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tributo ao Auto-de-Linha

Diria que sou um fã ferroviário atípico. Mais do que as locomotivas, o que realmente gosto são os autos-de-linha (veículo ferroviário de pequeno porte, utilizado para inspeção e conservação da via permanente). Chega a ser surreal a visão daquele caixotinho sobre rodas percorrendo a solidão das linhas, levando homens e equipamentos responsáveis por fazer a ferrovia funcionar. Como tributo ao meu querido auto-de-linha e aos valorosos operários da via permanente, trago um vídeo produzido com fotos e uma filmagem no interior de um destes veículos. Algumas das fotografias podem ser vistas logo abaixo, tiradas nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006. Cada uma delas vem com legenda indicando data e local.



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sábado, 31 de janeiro de 2009

Pátio da Marítima (RJ)

Faz muito tempo desde que ví pela primeira vez o pátio de manobras da Marítima (Estrada de Ferro Central do Brasil), localizado na zona portuária do Rio de Janeiro. Lembro estar num ônibus, o Morro da Providência a minha esquerda, e a direita, mais abaixo, ruínas que abrigavam carros de passageiros totalmente enferrujados. Tinha muita vontade de visitar aquele lugar. O pátio de manobras fazia parte do ramal da Marítima, cuja construção na segunda metade do século 19, visava o transporte de cargas vindas do porto do Rio até a estação de D. Pedro II (Central), passando por um túnel bem debaixo do Morro da Providência. O pátio ficou abandonado desde que a Rede Ferroviária Federal S.A. desativou as instalações em 1995.

Em setembro de 2002, iniciei os preparativos para uma pequena sessão de fotos ali. Digo preparativos porque não era só chegar e fotografar. Havíam regras a serem seguidas, e que se não fossem observadas, poderiam resultar no término de minha existência terrena. Tive de obter previamente uma autorização por parte de uma determinada concessionária de transporte ferroviário. Depois disso, fui acompanhado por um segurança durante todo meu tempo na Marítima. Na verdade, a presença do segurança ao meu lado era uma espécie de salvo-conduto, servia como uma sinalização para os bem armados empresários do ramo de entorpecentes de que eu não era um policial a paisana mapeando o local. Do alto eles tinham visão privilegiada de todo o pátio, e um mal entendido poderia resultar em, digamos, alguns disparos.

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Aspecto das ruínas dos armazéns da Marítima em 2002, ao fundo o Morro da Providência.

Mesmo com tanta ferrugem, era possível ler a palavra "Central" estampada nas laterais da composição. Nas ruínas a sigla da Estrada de Ferro Central do Brasil e uma data, que suponho ser 1923, além de uma placa de patrimônio da RFFSA com o número 3201027.

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As telhas que cobriam os armazéns, importadas da França, estavam todas espatifadas e espalhadas pelo chão, e trazíam as inscrições "Grande Ecaille pour Toiture, Brevetés S.G.D.G., St Henry-Marseille, Roux-Frères".

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Seis anos depois, voltei a Marítima (no mesmo dia chuvoso em que fotografei Praia Formosa) onde o pátio abandonado deu lugar a uma vila olímpica da Prefeitura. As ruínas continuam lá, e as composições também. A entrada é franca e tirar foto alí já não tem mais tanto risco.

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Aspecto atual de um dos armazéns, onde o carro de passageiros ainda se encontra estacionado.


A composição parece esperar por passageiros que jamais virão.


Visão interna das ruínas.


Aspecto geral da composição ferroviária.


Visão interna de seu interior. Onde antes havíam passageiros, agora só entulho.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Estação de Praia Formosa (RJ)

Na tarde chuvosa desta quinta-feira, 22 de janeiro, visitei o pátio de manobras da estação de cargas de Praia Formosa (Estrada de Ferro Leopoldina), próximo a rodoviária Novo Rio (RJ). Da primeira vez em que lá estive, em janeiro de 2003, precisei driblar os seguranças para fazer imagens. Na foto abaixo, a estação em funcionamento.

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Seis anos depois, Praia Formosa encontra-se sucateada. Portões escancarados, qualquer um entra e sai sem ser incomodado. Suas oficinas servem de barracões para pequenas escolas de samba. A estação encontra-se fechada.

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O pátio de manobras, tomado pelo mato, tem até um cemitério de vagões e locomotivas, algumas das quais chegaram alí no final da tarde de 28 de maio de 2006.

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Sei disso porque consegui flagrar a chegada das composições numa das últimas vezes em que o trem atravessou a Avenida Francisco Bicalho.



Repare que a locomotiva da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que puxava esse verdadeiro "trem fantasma" trazia um vagão-refeitório da RFFSA que na ocasião, encontrava-se em perfeitas condições (todos os vidros das janelas basculantes estão intactos, dá pra ver o reflexo do sol neles). Veja seu estado atualmente.

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A FCA encerrou o transporte de cargas (cimento) para os armazéns de Praia Formosa há pelo menos 4 anos. Em 2005, quando um trem descarrilou despejando cerca de 60 mil litros de óleo diesel num rio em Itaboraí, a empresa, depois de receber uma pesada multa, decidiu tambem encerrar o transporte de combustíveis para a refinaria de Duque de Caxias. A FCA portanto não opera mais na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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E como fica o trecho agora? Entregue ao abandono? Não foi prometido a opinião pública de que a iniciativa privada faria os investimentos que o poder público não poderia fazer? É, meus amigos leitores, as cores da propaganda privativista já desbotaram faz tempo...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mil perdões!

Gostaria de me desculpar aos poucos e fiéis visitantes desse blog ferroviário pela falta de postagens por quase 20 dias. Estive muito envolvido com o sofrimento dos palestinos de Gaza, e passei boa parte do tempo produzindo charges sobre mais esse massacre cometido por Israel. As imagens podem ser vistas aqui: http://tales-of-iraq-war.blogspot.com

Vou normalizar as atualizações do Ferrovias do Brasil neste final de semana.

Obrigado pela compreensão.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ontem e hoje: Engenho Novo (RJ)

Uma das minhas fontes favoritas de pesquisa de fotos ferroviárias antigas é a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, editada pelo IBGE. Na foto, a edição que possuo, datada de 28 de janeiro de 1958. É do site da própria instituição que extraí a definição dessa obra.

A coleção Enciclopédia dos Municípios Brasileiros foi editada pelo IBGE entre 1957 e 1964, objetivando uma sistematização das informações estatísticas e geocientíficas do território brasileiro, priorizando o município, mas oferecendo também informações sobre as grandes regiões brasileiras, tanto no que tangia aos aspectos físicos (relevo, clima, vegetação, hidrografia), quanto nas características demográficas e socioeconômicas. Devido à abrangência de informações atualizadas para os 2.500 municípios distribuídos por cinco regiões brasileiras, num período em que a comunicação entre o Rio de Janeiro e áreas remotas do país era ainda precária, a obra foi considerada um dos mais complexos trabalhos de pesquisa do IBGE nas décadas de 50/60.

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E dessa edição trago uma fotografia das linhas de trem do subúrbio carioca do Engenho Novo, acompanhada de sua legenda original.

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Rio de Janeiro - Distrito Federal (Foto C.N.G. 3998 - T.J.)

As comunicações ferroviárias do Rio de Janeiro com o interior se estabeleceram entre morros e colinas da faixa de território situada ao norte do maciço da Tijuca. As ferrovias, mais ou menos acompanhadas no seu traçado pelas linhas de bonde, servem também ao tráfego urbano e suburbano da chamada "Zona Norte". Nesta fotografia vê-se a linha eletrificada da Central no Engenho Novo, ao vencer um colo entre as colinas de Jacarèzinho, à direita e as do Lins, ocultas pelo casario do Engenho Novo à esquerda. O relêvo mais importante nos fundos é um prolongamento do maciço da Tijuca. Note-se a Rua Vinte e Quatro de Maio, trecho da longa via de acesso aos subúrbios, tôda retorcida, adaptada às encostas do Morro do Engenho Novo e às encostas das colinas do Lins de Vasconcelos. (Com. P.P.G.)


E aqui o mesmo local nos dias de hoje, em foto tirada por mim em 23 de dezembro de 2008.

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Mais adiante, um pontilhão, com as iniciais da Estrada de Ferro Central do Brasil, datado de 1921.

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