Eu sou Carlos Latuff, cartunista e fã ferroviário. O propósito desta página é compartilhar com os internautas uma seleção das melhores imagens produzidas durante minhas expedições ferroviárias. Os registros aqui publicados podem ser reproduzidos pelos interessados, com tanto que para fins não-comerciais de informação, citando a fonte (por gentileza). Sou também colaborador do sítio www.estacoesferroviarias.com.br, de autoria do pesquisador Ralph Mennucci Giesbrecht, a página mais completa da Internet sobre estações ferroviárias brasileiras.

sábado, 25 de outubro de 2008

De metrô até a África!

Na tarde dessa sábado, ao embarcar numa composição do metrô do Rio de Janeiro, fui surpreendido com uma decoração que simulava uma desolada paisagem africana.

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Imagens e textos foram adesivados no interior da composição, incluíndo o piso, dando uma aparência de terreno árido e pedregoso.

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A parte externa da composição tambem foi adesivada, com mensagens como "O número de infectados por minuto pela malária no mundo não caberia nesse vagão".

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A criativa peça publicitária visa promover uma exposição da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras na estação da Carioca, que pode ser vista até o final de outubro, de segunda a sexta, das 8 às 20 horas, aos sábados e domingos, das 10 às 17 horas, com entrada franca.

Estação de Jataizinho, PR

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Ao me aproximar desta estação, localizada no município de Jataizinho, em Londrina, Paraná, me deparei com uma situação inédita em todos meus anos de expedições ferroviárias.

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Havia alí uma cadela, de nome "Dolly", mantida numa corrente que deslizava por um arame preso ao piso da plataforma, que permitia ao animal caminhar de um extremo a outro da estação. Dolly era mantida alí afim de impedir que materiais e equipamentos de manutenção da via permamente fossem roubados. Ferroviários com quem conversei me alertaram para não confiar na aparente docilidade do bicho.

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Uma forma da América Latina Logística, concessionária de transporte ferroviário que opera aquele trecho, de economizar alguns tostões com agentes de segurança. Afinal de contas, o que seria melhor para uma empresa privada do que um funcionário que não reclama das condições de trabalho, não reivindica direitos trabalhistas e ainda recebe ração como salário?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pátio de manobras da atual estação ferroviária de Londrina, PR (parte 2)

Manobrador opera chave de mudança de via no pátio da estação (nova) de Londrina (PR). Ao fundo, silos armazenadores de grãos de uma empresa de alimentos.

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Conforme o sol se punha, a iluminação do ocaso conferia tons dourados aquele pátio de manobras, fazendo com que operários parecessem caminhar por sobre trilhos de luz.

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Onde a maioria das pessoas só consegue ver trens e trilhos, o fotógrafo ferroviário percebe a beleza e a poesia das formas.

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domingo, 12 de outubro de 2008

Pátio de manobras da atual estação ferroviária de Londrina, PR

Trem cargueiro manobrando no imenso pátio da estação (nova) de Londrina, Paraná, pertencente à uma concessionária de transporte ferroviário.

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Diante de uma locomotiva parada, e sob o olhar atento do manobrador, esta família atravessa o pátio de manobras. Diferente do que aconteceu em Santos Dumont (MG), onde o pedestre imprudente arriscou a vida ao desafiar um trem em movimento (veja aqui).

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sábado, 4 de outubro de 2008

Antiga estação de Londrina, PR

A potentosa estação ferroviária de Londrina (cuja construção durou de 1946 a 1949), traz em suas linhas a arquitetura da velha Inglaterra e abriga, desde 10 de dezembro de 1986, o Museu Histórico Pe. Carlos Weiss. Conta com um acervo permanente que traça a história da colonização inglesa de Londrina, além de material reminiscente da ferrovia que por alí passava.

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Logo na entrada, onde se localiza uma bilheteria circular feita de madeira, uma coleção de antigos relógios ferroviários exposta na parede. Fotografei o meu favorito, que tem a cara daquelas repartições públicas do passado (ainda com a plaquinha de patrimônio da RFFSA).

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Na parte externa da estação, junto à plataforma, a logomarca em alto relevo da Rede de Viação Paraná-Santa Catarina.

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Em frente à extensa plataforma da estação, encontram-se estacionados dois carros de passageiros feitos de madeira (primeira e segunda classe).

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Se por fora parecem até bem cuidados, o mesmo não se pode dizer de seu interior, como se pode ver nesta imagem de dentro da segunda classe.

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No detalhe, o único passageiro que não parece incomodado com as acomodações.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Locomotiva a vapor, Londrina, PR

Esta antiga vaporosa está exposta em Londrina, Paraná, junto à Praça do Centenário da Imigração Japonesa Tomi Nakagawa. De acordo com uma placa erguida no local, trata-se de uma locomotiva de manobras (tanque 0-6-0), fabricada na Bélgica em 1905, sob o número de série 01971, sendo adquirida pela Compagnie Genérale de Chemins de Fer Brésiliens/Estrada de Ferro do Paraná. Apesar de sua importância inconstestável para a história paranaense e brasileira, esta locomotiva exibe as cicatrizes do vandalismo.

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As marcas do fabricante estão em duas belas placas fixadas nas laterais da máquina. Pude verificar que já tentaram arrancar uma delas com algum tipo de instrumento.

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Além disso, pintada em ambos os lados da locomotiva, está a logomarca da extinta Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, ferrovia criada por decreto-lei em 8 de março de 1940, que incorporou ao patrimônio da União toda a rede Paraná-Santa Catarina.
(Fonte: I Centenário das Ferrovias Brasileiras, IBGE, 1954)

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ex-ferroviário, operários, auto-de-linha e jornalista próximos à estação de Calambau, GO

A estação de Calambau, localizada na Vila de São Bartolomeu, em Luziânia, Goiás, é semelhante àquela que visitei em Valparaíso de Goiás, só que um pouco maior e mais depredada.

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Enquanto fazia imagens, um senhor se aproximou a passos lentos, acompanhado de um cachorro, e sem nada dizer, sentou-se no banco de pedra da estação. Alí ficou, me olhando, com a curiosidade característica dos interioranos, esperando que eu lhe confessasse o que fazia alí. Me apresentei a ele, conversamos um pouco. Seu nome era Lázaro Paulino Neto, ex-funcionário da RFFSA, residente numa das casas de turma próximas à estação, saudoso dos tempos em que por alí embarcavam e desembarcavam passageiros.

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Mais adiante, operários de uma concessionária de transporte ferroviário trocavam dormentes, debaixo de sol quente e humidade relativa do ar que na ocasião alcançou o nível alarmante de 15%.

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Além dos equipamentos de segurança de praxe (capacete, luvas, óculos, botas, faixa reflexiva) estes ferroviários usavam perneiras. Me fez lembrar dos operários que encontrei no interior mineiro em julho deste ano.

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Tendo à sua volta a paisagem seca do cerrado goiano, eis o auto-de-linha da equipe, aparentemente melhor conservado que aquele que encontrei na estação de Posto Ipê.

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A jornalista Janaína Rocha se aproxima do veículo ferroviário com notável interesse. Devo à esta profissional a realização desta expedição bem sucedida de Brasília ao interior de Goiás.

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