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Locomotiva em manobras no pátio de Maringá, PR.Pelo terceiro ano consecutivo tive a grata satisfação de voltar a Maringá, a "Cidade Canção". Para conhecer mais sobre a cidade, sugiro uma visita ao
site Maringá.com. Meu retorno se deu dessa vez pelas mãos da historiadora Rosangela Kimura, que articulou com o
Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá minha participação no
V Fórum de Pesquisa e Pós-Graduação em História da UEM. Aproveito para agradecer a Rosangela pelo convite, a organização do evento, a universidade, e claro, aos alunos que mesmo debaixo de temporal, foram prestigiar minha palestra. Não posso deixar de mencionar tambem meu agradável encontro com estudantes na escolinha do Sítio Kimura promovido por Rosangela e a equipe do Núcleo Integrado de Saúde do município de Floriano.
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A escolinha do Sítio Kimura.Como não podia deixar de ser, aproveitando esta viagem ao noroeste do Paraná, fui investigar algumas estações ferroviárias perdidas no trecho entre Maringá e Cianorte, que por ter sido construído nos anos 60, não consta do meu guia de estações do IBGE, datado de 1956. De acordo com o
site Estações Ferroviárias de Ralph Giesbrecht, estas eram as estações e paradas do trecho, das quais apenas Ivaí, Abelha e Vidigal não possuem registro fotográfico:
- Paissandu
- Água Boa
- Doutor Camargo
- Ivaí
- Abelha
- Jussara
- Vidigal
- CianorteRosangela e eu fizemos duas expedições, a primeira no dia 14/10 na companhia de seu pai, o Sr. Mario Kimura, e a segunda em 15/10 com seu tio, Sr. Pedro Kimura. Para minha surpresa, o próprio Sr. Mario foi protagonista de uma imagem ferroviária.
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O jovem Mário Kimura em 1956, servindo na 5ª Companhia de Fronteira em Guaíra (PR), posa junto com seu companheiro de farda, nom de guerre Urbano, em cima da já desativada locomotiva nº 4, a primeira da ferrovia Guaíra-Porto Mendes.
(Acervo Mario Kimura)
A mesma locomotiva, agora exposta como monumento histórico, em foto sem data, publicada num folder turístico. A sigla SNBP refere-se ao Serviço de Navegação da Bacia do Prata.
(Acervo Mario Kimura)A localização da parada Abelha nos foi indicada por um funcionário de uma indústria cerâmica. O local fica dentro de uma reserva florestal. Não sou nenhuma cartógrafo, mas confeccionei este mapinha para que os leitores tenham uma idéia de onde fica.
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O que eu e Rosangela Kimura encontramos naquela áerea foi a linha em precárias condições, com dormentes podres ou mesmo algumas partes sem dormentes, vegetação e galhos sobre a via, e nenhum sinal evidente de uma estação ou parada. Por conta desta precariedade, não há mais tráfego de cargueiros. A concessionária responsável por este trecho, a América Latina Logística, não parece muito interessada na conservação da via.
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Se faltavam alí rastros de uma estação ferroviária, sobravam pegadas de animais selvagens, como onças. E não é história de pescador não! Taí a foto que não me deixa mentir.
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A presença de cascavéis e jararacas na reserva levou a suspeita de que eu, durante a caminhada de pouco mais de 2km, tivesse sido mordido por uma delas. Eu que costumo sempre levar minhas perneiras de couro em expedições a zonas rurais, esqueci de trazê-las dessa vez. As duas marcas na minha perna bem poderíam ter sido feitas por espinhos de uma planta, mas estranhei a ausência de outros ferimentos e a simetria dos orifícios.
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Pelo sim, pelo não, fui parar de novo no Hospital Universitário de Maringá. A primeira vez foi em 2008, onde passei uma noite, internado por conta de uma infecção gastro-intestinal (veja
AQUI)
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Me deparei com a mesmo problema de superlotação que encontrei em 2008, a despeito dos investimentos feitos de lá pra cá. A capacidade de internação do pronto-socorro é de 31 pacientes ao dia, mas atende de 80 até 100 pacientes, o que resulta em atendimentos feitos nos corredores. Isso se deve ao fato de que além da população de Maringá, o HU recebe pacientes de municípios próximos. Apesar das dificuldades, os profissionais de saúde tem se esforçado para oferecer um bom atendimento, eu mesmo sou testemunha disso. Quando
tuitei o governador do Paraná Roberto Requião sobre este problema, ele me disse que haviam obras de ampliação do hospital em andamento, o que pude realmente comprovar. Resta agora saber se o novo governador, o tucano Beto Richa, dará continuidade a essas obras.
Na próxima postagem, a continuação desta mais nova viagem ao Paraná.
:)