Eu sou Carlos Latuff, cartunista e fã ferroviário. O propósito desta página é compartilhar com os internautas uma seleção das melhores imagens produzidas durante minhas expedições ferroviárias. Os registros aqui publicados podem ser reproduzidos pelos interessados, com tanto que para fins não-comerciais de informação, citando a fonte (por gentileza). Sou também colaborador do sítio www.estacoesferroviarias.com.br, de autoria do pesquisador Ralph Mennucci Giesbrecht, a página mais completa da Internet sobre estações ferroviárias brasileiras.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ramal Santos Dumont - Mercês (Estrada de Ferro Central do Brasil)

Neste final de semana estive mais uma vez percorrendo o extinto ramal ferroviário que ligava Santos Dumont a Mercês, ambos municípios da Zona da Mata de Minas Gerais. A última vez que visitei o ramal foi há exatos dois anos, quando da inauguração deste blog (veja AQUI).

De acordo com o guia "Ferrovias do Brasil" editado pelo IBGE em 1956, eram 12 as paradas e estações que compunham o ramal Santos Dumont-Mercês:

1 - Santos Dumont - km 324,1
2 - Campo Alegre - km 332,2
3 - Rio Pinho - km 334,8
4 - Boa Sorte - km 340,2
5 - Bom Destino - km 346,2
6 - Oliveira Fortes - km 350,2
7 - Paiva - km 360,9
8 - José Bonifácio - km 367,9
9 - Valério - km 372,1
10 - Santa Amélia - km 374,9
11 - Quilômetro 378 - km 377,9
12 - Mercês - km 381,2

Destas 12, somente as estações Santos Dumont, Oliveira Fortes, Paiva e Mercês estão preservadas. As demais encontram-se em ruínas ou mesmo desapareceram por completo. Eis a condição de 4 delas:

Parada José Bonifácio

De original, só a plataforma. As casas foram construídas posteriormente a erradicação da ferrovia.

(Clique nas imagens para ampliar)





Parada Valério

Foi com surpresa e satisfação que encontrei a parada Valério de pé, um verdadeiro achado. Mesmo em ruínas e parcialmente coberta pelo mato, a construção resiste ao tempo e ao homem.

(Clique nas imagens para ampliar)









Estação Santa Amélia

O terreno da antiga estação é hoje propriedade da Fazenda Santa Amélia. Da construção original só restou a plataforma. As telhas vistas na foto pertecem a fazenda.

(Clique nas imagens para ampliar)





Pontilhão entre a estação Santa Amélia e a parada km 378

(Clique na imagem para ampliar)



Para Quilômetro 378 (também conhecida como Parada Albuquerque)

Desta nada sobrou, só mato, e mesmo assim sua localização só foi possível graças a indicação do Sr. Sebastião. A casa de seu avô, Sr. Augusto Satílio, vista ao fundo, fica bem em frente aquela parada.

(Clique na imagem para ampliar)



Fiquem de olho! Em breve publicarei mais material desta nova expedição pela Zona da Mata mineira.

2 comentários:

ciclobelohorizonte disse...

Olá Latuff, estava pesquisando sobre o parque do Caparaó,e pelo Google Earth esbarrei nisso:
http://www.panoramio.com/photo/25215299
http://www.panoramio.com/photo/25215121
http://www.panoramio.com/photo/25215236
http://www.panoramio.com/photo/25216060
http://www.panoramio.com/photo/25215833

São da região entre Carangola e Caiana, em Minas Gerais.

Patricio Carneiro disse...

Olá Latuf, gostaria de percorrer esse antigo trecho entre santos dumont e mercês. É possível fazer de carro? Obrigado. Patrício. Vc pode me passar seu contato? Obrigado. patriciocarneiro@yahoo.com.br