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Voltamos pela rodovia e entramos num acesso sem qualquer sinalização, só mesmo o Seu Altivo conseguiria identificar. Percorremos um trecho de terra roxa em meio a vastos canaviais e lá estava o ponto exato de Taboca, onde Seu Altivo disse ter havido uma estação e também a Fazendo Primavera, com lavoura de café, cocheiras, casas de empregados e uma igreja. A informação procede, como indica esse convite para uma festa religiosa em Taboca, datado de fevereiro de 1933, gentilmente enviado pelo pesquisador Walmir Furlaneto.
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A estação servia as fazendas de café da região e também a passageiros. Quando a Fazenda Primavera foi vendida para usineiros do poderoso Grupo Atala, a providência dos novos donos foi botar tudo abaixo e plantar cana-de-açucar, uma atitude que demonstra bem a truculência do agribusiness.
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O Prof. Henrique em sua página Mafuá do HPA fez uma descrição pormenorizada e ilustrada do que ele mesmo chama de "Saga em busca da estação de Taboca" (veja aqui).
Deixo aqui registrado meu sincero agradecimento a Renato Dias por ter nos possibilitado essa expedição, bem como o Sr. Altivo Goldoni cuja assistência foi imprescindível para a localização das ruínas de Taboca. Mas a expedição não terminou aqui. Nossa próxima parada foi a cidade vizinha, Bocaina (veja aqui).
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